MIUDEZAS POÉTICAS (2016 – 2018)
Em Miudezas Poéticas, me aproprio de detalhes dos bordados que compõem as imagens do trabalho Troca, ressignificando fragmentos para compor um novo projeto artístico que evidencia as minúcias e a poesia.
O trabalho compreende dez poemas autorais, escritos a partir das palavras equilíbrio, resistência, feminino, aceitação, persistência, terapêutico, troca, desacelerar, feito à mão e liberdade.
Além dos poemas, o projeto inclui fotografias de detalhes, fragmentos de imagens, registros que não se explicam, apenas sugerem. São imagens de furos, linhas e pedaços de bordados, afinal tudo que não leva a coisa alguma serve para poesia, como escreveu o poeta Manoel de Barros.
Tudo é apresentado dentro de uma pequena caixa, objeto que, para mim, representa um receptáculo de preciosidades e memórias afetivas. Trato as miudezas como singularidades e convido o observador a uma experiência sensorial: abrir (ou não) a caixa, tocar (ou não) as fotos, ler (ou não) os poemas. Como não existe uma ordem na apresentação dos poemas e das fotografias, o observador pode escolher o que ver, a ordem que quer ver e como quer ver.
Miudezas Poéticas acolhe o que é pequeno. Aqui, o detalhe vira protagonista e a poesia se realiza nas entrelinhas.
O trabalho é composto por objeto (caixa) contendo poemas e fotografias impressos com pigmentos minerais sobre papel de algodão. Dimensões: caixa 24 cm x 18 cm e 3,5 cm de altura / fotografias 21 cm x 14,45 cm em papel de 23 cm x 17 cm / poemas em papel de 23 cm x1 7 cm.